Wifite: entenda o que é, e saiba como funciona essa ferramenta

O Wifite emergiu como uma ferramenta fundamental no arsenal de profissionais de segurança cibernética e entusiastas de tecnologia.

Projetado para facilitar o teste e a análise de segurança de redes Wi-Fi, esse recurso automatizado tornou-se notável por sua eficiência e facilidade de uso.

Em um mundo onde a segurança de redes sem fio é uma preocupação crescente, compreender as capacidades e as aplicações do Wifite é essencial, pois, reflete a evolução contínua das técnicas de segurança e hacking. 

No entanto, com grande poder vem uma grande responsabilidade. O uso do Wifite, enquanto valioso para fins educacionais e profissionais, também levanta questões éticas e legais significativas.

Nesse artigo vou mostrar o que é essa ferramenta, como ela funciona, e as considerações importantes ao utilizá-la. Boa leitura!

O que é o Wifite?

O Wifite é uma ferramenta automatizada de código aberto projetada para simplificar o processo de testar a segurança de redes Wi-Fi, e destaca-se pela sua capacidade de automatizar as complexas etapas envolvidas no teste de penetração de redes sem fio.

Esta ferramenta é especialmente conhecida por sua eficiência em realizar ataques contra diversas formas de segurança em redes Wi-Fi, como WEP, WPA e WPA2.

Ela utiliza uma variedade de métodos de cracking, incluindo ataques de força bruta e de dicionário, para testar a força das senhas das redes Wi-Fi. Além disso, o Wifite pode identificar e atacar múltiplas redes simultaneamente, tornando o processo mais eficiente.

Por ser uma ferramenta de linha de comando, ele é apreciado por sua flexibilidade e capacidade de ser scriptado ou integrado em outros processos de teste de segurança.

Embora seja poderoso, o Wifite é destinado a ser usado de maneira responsável e ética, principalmente para fins de teste e educação em segurança cibernética.

Quando surgiu o Wifite?

O Wifite foi inicialmente lançado em 2010. Sua criação foi motivada pela necessidade de uma ferramenta que simplificasse e automatizasse o processo de testes de penetração em redes Wi-Fi.

Desde então, ele se tornou uma ferramenta popular na comunidade, principalmente entre os profissionais e entusiastas que se dedicam a testar e fortalecer a segurança de redes sem fio.

Ao longo dos anos, ele continuou evoluindo, com atualizações e melhorias que o mantiveram relevante diante das mudanças nas tecnologias de segurança Wi-Fi e das novas vulnerabilidades descobertas.

Sua versão original foi seguida pelo Wifite 2, uma versão aprimorada que ofereceu novos recursos e maior eficácia em seus ataques a redes Wi-Fi.

O seu desenvolvimento é um exemplo da natureza colaborativa da comunidade de código aberto, onde desenvolvedores de todo o mundo contribuem para a sua evolução e aperfeiçoamento.

Como funciona o Wifite?

O Wifite funciona seguindo uma série de passos automatizados para testar a segurança de redes Wi-Fi. Aqui está um resumo geral do seu funcionamento.

Varredura de redes

Quando iniciado, a ferramenta varre o ambiente procurando por redes Wi-Fi disponíveis. Ele identifica e lista as redes junto com informações relevantes como o tipo de criptografia (WEP, WPA, WPA2), a força do sinal e o canal.

Seleção de redes e ataques

O usuário pode escolher uma ou várias redes para testar. Afinal, é suportado diversos tipos de ataques, adequados para diferentes tipos de criptografia.

Para redes WEP, por exemplo, pode utilizar ataques como o de injeção de tráfego. Para WPA e WPA2, geralmente são utilizados ataques baseados em captura de handshake e posterior cracking de senha.

Captura de handshake

Em redes WPA/WPA2, o Wifite tenta capturar um handshake, que é uma forma de comunicação inicial entre um dispositivo e a rede Wi-Fi. Capturar um handshake é crucial para tentar quebrar a senha da rede.

Cracking de senha

Para WEP, a ferramenta utiliza técnicas como a injeção de pacotes para acelerar a obtenção de dados suficientes para decifrar a chave WEP.

Para WPA/WPA2, uma vez capturado o handshake, o Wifite pode usar ferramentas de cracking de senha como o Aircrack-ng, combinado com métodos de ataque de força bruta ou de dicionário (usando listas de senhas potenciais) para tentar descobrir a senha.

Automatização do processo

O que diferencia o Wifite de outras ferramentas é sua capacidade de automatizar esses passos, tornando o processo mais acessível e menos demorado. Ele gerencia as diversas ferramentas envolvidas no processo de teste, como aircrack-ng, reaver, bully, entre outras.

Resultados e relatórios

Ao final, o Wifite fornece um relatório dos resultados, incluindo detalhes das redes testadas e, se bem-sucedido, as senhas descobertas.

É importante enfatizar que o seu uso deve ser feito de forma ética e legal, estritamente para fins de testes de segurança em redes das quais se tem autorização para testar. O uso indevido dessa ferramenta para acessar redes sem permissão é ilegal e antiético.

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Quais são os pré-requisitos para usar o Wifite?

O Wifite é comumente usado em distribuições Linux focadas em segurança, como o Kali Linux, que já vem com o Wifite e outras ferramentas de teste de penetração pré-instaladas. 

Também é possível utilizá-lo em outras distribuições Linux, desde que os requisitos de software sejam atendidos. É necessário também ter um adaptador de rede sem fio que suporte o modo monitor e a injeção de pacotes.

Como o Wifite é uma ferramenta de linha de comando, é importante ter um conhecimento básico de operações em terminal Linux para executar e configurar o Wifite adequadamente.

Além disso, ele também tem dependência de alguns softwares, como:

  • Aircrack-ng: uma suíte de ferramentas para testes de segurança de redes sem fio, essencial para a funcionalidade do Wifite;
  • Reaver ou Bully: ferramentas usadas para ataques WPS (Wi-Fi Protected Setup);
  • Pyrit ou Hashcat (opcional): para aceleração de cracking de senha usando GPU.

Vale destacar que é necessário ter privilégios de administrador no sistema para executar a ferramenta, pois ela precisa de acesso completo ao hardware e outras funções do sistema.

Embora essa ferramenta automatize muitos processos, um entendimento básico de segurança de redes e protocolos Wi-Fi é útil para operar a ferramenta de forma eficaz e interpretar os resultados.

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